Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Milan Kundera (A Insustentável Leveza do Ser)

 

Milan Kundera - 1929

 

"Sou-me."

Creio que foi Fernando Pessoa que o disse.

Neste romance de Milan Kundera existem várias formas de ser: umas mais leves e outras mais pesadas. Mais pesadas porque não se é só. É-se acompanhado, dependente de outro. Arrastamos outra entidade que tem vontade própria, mesmo que as suas necessidades sejam comuns às nossas. E é-se leve porque somos independentes, descomprometidos. Porque se é sozinho e porque somos livres. Se Sartres  descobriu que o inferno é os outros, Kundera orientou o seu pensamento para a via positiva: a liberdade é cada um de nós só, sem laços e sem justificações.

 

Tomas, um jovem médico de sucesso, vive despreocupadamente da mesma forma que ama. Encontra-se ocasionalmente com a artista Sabina. Esta é como Tomás e não lhe pede nada em troca. Apenas que ele esteja ali quando é necessário. Um dia, ao deslocar-se para a província, Tomas conhece Tereza. Fatalmente esta acaba por ir visitá-lo à sua casa e dorme com ele. Mas nada acontece. Tomás estranha e receia estar apaixonado. O receio logo é esquecido quando Tereza aparece pouco depois à sua porta com as malas nas mãos preparada para uma vida a dois. Aqui começam o arrependimento, o medo, a compaixão, o enfado, as desculpas, o perdão e tudo o resto que torna a vida pesada.

 

 

 

Nasceu em Brno na antiga Checoslováquia. Durante a infância estudou musicologia, completou a escola secundária no curso de Literatura e Estática e formou-se na Academia de Artes Performativas de Praga no curso de Cinema. Durante a juventude entrou e saiu diversas vezes do partido comunista Checo. Aquando da Primavera de Praga de 1968, Kundera mostrou-se reservado com os acontecimento e opôs-se à ocupação da Checoslováquia pelo Exército Russo. Em 1975 abandona o seu país para ir viver para França, tornando-se cidadão Francês em 1980.

 

"A Insustentável Leveza do Ser". O filme de Philip Kaufman  - 1988

 

 

publicado por ikaros às 15:57
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