Sexta-feira, 9 de Março de 2007

Umberto Eco (O pêndulo de Foucault)

Esqueçam o Código da Vinci . A sério. 

"O  pêndulo de Foucault " é uma obra como deve ser. Aqui, os personagens pensam, a trama é credível, e para além disto, está muito bem escrita. É claro que os capítulos são mais extensos, as letras são mais pequenas e a informação não nos é dada de bandeja. Talvez por isso não criou o mesmo furor que o "código". Para além disto, nem Cristo nem Maria Madalena são protagonistas.

Umberto Eco tem uma linguagem mais requintada  e os temas que aborda neste romance vão desde os rituais pagãos brasileiros, aos assustadores "assassinos" da antiga Pérsia passando pelas convulsões sociais de Itália nos meados dos anos 60 e conseguindo ainda abrir capítulos para abordar o seu encanto sobre a informática. Também não explica. Por exemplo: a sua breve referência a Combray deixa os mais desatentos fora de todo o significado Proustiano e, com ela, toda e qualquer abordagem psicanalítica que daí possa advir. Azar.

 

O tema é os templários, mas a abordagem não deixa de ser irónica. Aliás, o final é bastante revelador no que diz respeito ao ponto a que uma pessoa é capaz de chegar para poder viver um sonho. É um romance com pés e cabeça.

Nada do que foi dito no Código da Vinci ficou aqui à parte mas, talvez por ser de Eco e por estar impresso com letras pequeninas, não incomodou tanto o mundo Cristão. E isto pode-se aplicar também ao seu outro grande romance "O nome da rosa". Ou talvez a máquina comercial, na altura, não estava ainda bem afinada. Assim seja...

 

 Umberto Eco

(Alexandria, 5 de Janeiro de 1932)

É um escritor, filósofo e linguista italiano. Eco é mundialmente reputado pelos seus diversos ensaios universitários sobre a semiótica, a estética medieval, a comunicação de massa, a linguística e a filosofia. É, também, titular da cadeira de Semiótica e director da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha, além de colaborador em diversos periódicos académicos , colunista da revista semanal italiana L'Espresso e professor honoris causa em diversas universidades ao redor do mundo. Eco é, ainda, notório escritor de romances, entre os quais O nome da rosa e O pêndulo de Foucault .

Fonte wikipédia

publicado por ikaros às 14:46
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